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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Você realmente acredita no que vê?



Melô das Eleições - Melô do pocotó

Firefox veio do espaço

firefox v838 Monocerotis estrela logo forma

Ali perto da fronteira da Via Láctea, está a estrela variável V838 Monocerotis, que apresenta uma forma muito semelhante ao logo do Firefox. Curioso, hein?!

Game para o seu Gatinho

Os gnomos das cuecas e a UGOlogia

Alguma vez uma de suas cuecas sumiu misteriosamente? Sua namorada, esposa, empregada ou mãe nada sabiam deste desaparecimento? Ou você sentiu-se envergonhado de perguntar? Você não está sozinho. Você presenciou o fenômeno dos gnomos das cuecas.

Budd Weiser é uma das muitas testemunhas deste fenômeno. No dia 23 de fevereiro de 1974, ele procurou sua cueca de listras vermelhas. Não a encontrou, e foi tomado por uma sensação estranha. Esta é a sensação “cueca perdida”, ilustrada no best-seller americano “Missing Underpants” do doutor John Quack. A hipótese de roubo foi tomada como ridícula, e Weiser estava à beira de um colapso nervoso quando finalmente encontrou o terapeuta Quack. Ele custava a lembrar-se do ocorrido, até que como um último recurso Quack utilizou a hipnose.

Foi então que surgiu a bombástica revelação: foram os gnomos que roubaram suas cuecas. Budd Weiser lembrou-se de estar deitado quando se sentiu subitamente paralisado. Pequenos gnomos das cuecas atravessaram a parede em fila e calmamente abriram a gaveta do armário para roubar sua cueca. Um deles chegou inclusive a subir no peito de Weiser, que agoniado tentava gritar mas não conseguia – na verdade ele mal conseguia respirar. Depois os gnomos saíram, novamente em fila atravessando a parede, e ele recuperou seus movimentos.

Polêmica imagem do que seria um gnomo da cuecaRelatos semelhantes vêm surgindo de todo o mundo. As pessoas têm a intrigante sensação “cueca perdida” e só descobrem a verdade quando são hipnotizadas por terapeutas qualificados, capazes de desbloquear as memórias que os gnomos procuraram esconder. Tais terapeutas são estudiosos da ugologia, que estuda UGOs (do inglês Underwear Gnomes Observations, ou Observações de Gnomos das Cuecas).

Os gnomos das cuecas e a ugologia representam não só um mistério intrigante. É um assunto da mais alta relevância econômica e social. Estima-se que algo em torno de três a quatro cuecas somem por ano para cada usuário de cueca. E o fenômeno é mundial, atingindo mais de 1 bilhão de pessoas em todo mundo – é preciso levar em conta que em muitas culturas o uso da cueca não é de praxe. Mesmo assim, seriam mais de 4 bilhões de cuecas sumindo anualmente!

Jeovaerd, editor da revista UGO comenta: “Com 4 bilhões de cuecas sumindo anualmente, mesmo que apenas 0,1% fosse devido aos gnomos das cuecas, já teríamos 4 milhões de roubos por ano! A ugologia é um fato, e só não vê quem não quer”. Jeovaerd ainda alardeia que “os ugologistas não precisam provar nada a ninguém. Só precisam fazer seu trabalho e pronto!”, o que reflete a indignação dos ugologistas frente aos céticos e desmascaradores que parecem ter medo de enxergar a verdade.

E Jeovaerd está certo: existem diversas evidências e milhares de relatos por todo o mundo. Há o caso dos gnomos de Ubatuba em 1957, quando um dos gnomos deixou cair seu capuz. Alguns anos depois, pedaços deste capuz chegaram a jornalistas e descobriu-se que era de um tipo de nylon que não existia em 57. Infelizmente, estes pedaços foram perdidos com o tempo, desconfia-se que o governo tenha encoberto as provas. Diversas pegadas de gnomos também foram fotografadas, assim como fotos de gnomos existem aos montes.

Porém, qual o sentido disto tudo? Por que os gnomos roubam nossas cuecas?

Em “A Verdade Nua” (The Naked Truth) o audacioso Erlanger Von Diether revela os planos secretos dos gnomos das cuecas. Eles pretendem obrigar todos os homens do mundo a usar cuecas apertadas e assim torná-los gradualmente estéreis até a extinção da raça humana. O roubo de cuecas é feito para obrigar a compra de cuecas novas e cada vez mais apertadas.

Estudos científicos demonstram que o homem moderno tem um número cada vez menor de espermatozóides por mililitro de esperma. Diether demonstra que a razão é clara: poucos sabem, mas o motivo pelo qual os homens têm o saco pendurado é porque a produção de espermatozóides requer uma temperatura de 1 a 2 graus menor que a do resto do corpo, e isso é alcançado deixando o saco a certa distância. As cuecas deixam o saco muito perto do corpo e impedem esta refrigeração, de forma que o uso continuado de cuecas prejudica cada vez mais a produção de sêmen. “As cuecas são o instrumento do Apocalipse!” defende Diether.

O livro de Diether vai mais além. Revela as ligações entre os gnomos das cuecas e as empresas multinacionais de roupa íntima. A tecnologia para produção de cuecas apertadas não existia até o século XIX. Existiam apenas cuecas samba-canção. Foi só depois do advento dos gnomos das cuecas é que surgiram as cuecas apertadas. Fica assim claro que a tecnologia de cuecas apertadas foi imposta pelos gnomos e adotada por empresas como a Zorba para acabar com a humanidade.

Porém, outros ugologistas discordam da hipótese de Diether e duvidam da malevolência dos pequenos gnomos, citando casos em que os gnomos transmitiram mensagens benéficas e importantes, como “Usem sempre camisinha”, “Visite seu urologista”, “Faça o exame de próstata” ou “Troquem de cueca diariamente”. Tais ugologistas entretanto apontam para a existência de uma conspiração governamental com os gnomos, a única explicação para a falta de provas e dificuldades encontradas.

A divulgação da existência de gnomos das cuecas em nosso planeta causaria pânico em toda população, e o sigilo e encobrimento procuram preservar o status quo. O governo teria firmado um acordo com os gnomos, e em troca de permitir o roubo de cuecas, receberia tecnologia para roupa íntima e assuntos relacionados. Os implantes de silicone, que só surgiram nos anos 70, e o biquíni, surgido nos anos 50, seriam apenas algumas das tecnologias recebidas dos gnomos.

Afinal, quais seriam as reais intenções dos gnomos? Por que o governo encobre este fenômeno? O grande mistério dos gnomos das cuecas continua intrigando.

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Livros recomendados:

- Cuecas Perdidas, tradução de ‘Missing Underpants’;
- Gnomos das Cuecas: investigando os gnomos com e sem hipnose;
- A Verdade Nua, tradução de ‘The Naked Truth’;

Raio-X com fita adesiva

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Em uma impressionante demonstração de física ajudada por material comum de escritório, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Estados Unidos, demonstraram que é possível produzir raio-X ao desenrolar fitas adesivas.

O próximo passo: fusão nuclear. “É algo que pretendemos fazer”, disse Seth Putterman, professor de física na universidade. “E acho que vai funcionar”. Mas para começar eles escolheram o raio-X.

Na edição mais recente da revista Nature, Putterman e sua equipe reportam em artigo que feixes surpreendentemente fortes de elétrons foram gerados quando a fita adesiva foi desenrolada, e quando seu adesivo gosmento se liberou da superfície da fita. As correntes elétricas, por sua vez, geraram picos intensos mas curtos de raios-X ¿ cada surto registrado durou cerca de um bilionésimo de segundo e continha cerca de 300 mil fótons de raios-X.

“É como se fosse uma espécie de efeito relâmpago em escala microscópica”, disse Putterman. Os cientistas chegaram até a demonstrar que os raios-X tinham brilho suficiente para permitir a obtenção de imagem em raio-X de um dedo. Isso não significa que os suportes de fita adesiva encontrados em escritórios agora possam ser usadas como máquinas de raio-X portáteis.

O fenômeno só foi observado quando a fita é descolada do rolo em um ambiente de vácuo. Alguma coisa existente no ar, possivelmente sua umidade, causa curto-circuito aos raios-X. e evita a reação em condições atmosféricas.

Não se trata de um trabalho sem precedentes. Em 1939, cientistas demonstraram que descolar a fita do rolo emitia luz, uma experiência que qualquer pessoa pode reproduzir dentro de um armário escuro. Mas os fótons da luz visível tem cerca de 10 mil vezes menos energia que os de um fóton de raio-X.

Cientistas russos reportaram em 1953 que haviam detectado, em um rolo de fita adesiva, a presença de elétrons com energia suficiente para emitir raios-X. “Mas, até onde posso dizer, ninguém acreditou neles”, disse Putterman. “Foi uma grande surpresa descobrir esse canto obscuro e esquecido das pesquisas do passado”.

Todas as experiências foram realizadas com a fita adesiva Scotch, produzida pela 3M. Os detalhes daquilo que está acontecendo em escala molecular não são conhecidos, disseram os cientistas, em parte porque os detalhes sobre a composição do adesivo usado na fita Scotch continuam a ser um segredo comercial.

Outras marcas de fitas adesivas transparentes também produzem raios-X, mas com espectro de energias diferente. Já fitas opacas não produzem raios-X. E esparadrapos não foram testados, segundo Putterman. A pesquisa abre a possibilidade de estudar emissões de raios-X de materiais compostos, em situações de fadiga. Esses materiais, cada vez mais usados em aviões e automóveis, não demonstram as falhas visíveis nos metais, antes de quebrar.

O fenômeno da fita também pode resultar em aparelhos médicos simples capazes de destruir tumores usando feixes de elétrons. Os cientistas pretendem patentear essas idéias. Por fim, existe a possibilidade de fusão nuclear. Caso a energia do adesivo descolado possa ser dirigida dos elétrons para íons de hidrogênio pesado implantados em uma fita modificada, eles se acelerariam a ponto de poderem se fundir, quando colidissem, gerando energia ¿o mesmo processo que ilumina o sol.

Fonte

Helicoprion: além da ficção

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Se você achou o fictício “Ningen bizarro, apresentamos o Helicoprion. E esta aterrorizante criatura marinha é, ou melhor, era muito real, como evidenciado por seus peculiares dentes inferiores, cujos fósseis foram encontrados. Estima-se que o peixe podia crescer até mais de cinco metros.

Como todos sabemos e tememos, tubarões são máquinas predadoras e como tal fazem bom uso de seus dentes. Tanto que a maior parte das espécies conhecidas estão constantamente trocando-os. Os dentes não são fixos a suas mandíbulas, estão dispostos em várias fileiras, uma trás da outra, e quando um dente cai aquele na fileira anterior toma seu lugar. Algo como uma esteira rolante. De dentes afiadíssimos.

Mas nem sempre foi assim, e o Helicoprion era um peixe parecido com tubarões que surgiu no fim do Carbonífero, há 280 milhões de anos, e acabou extinto no começo do Triássico, há 225 milhões de anos.

Porque, você vê, os dentes do Helicoprion continuavam nascendo constantemente durante sua vida, mas eles não caíam. Ao invés, eles cresciam em uma espiral, com dentes novos e maiores sendo adicionados.

É mesmo engraçado que, após o encontro dos primeiros fósseis dos dentes do Helicoprion, cientistas especularam sobre onde diabos eles se encaixavam no peixe:

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Foi apenas com a descoberta do crânio de um parente, o Ornithoprion, que se percebeu que a espiral de dentes estava na mandíbula inferior. É difícil conhecer detalhes sobre a anatomia de tais peixes cartilaginosos extintos porque praticamente os únicos fósseis que deixam são seus dentes ósseos – as cartilagens se decompõem com o resto de seus tecidos moles.

Você pode conferir mais concepções artísticas da criatura por Gary Staab, no Field Museum e no Las Vegas Natural History Museum, embora a arte que ilustra o início deste post seja claramente a vencedora. Também há uma ilustração de um brasileiro de um Helicoprion se alimentanto de amonitas. Isto pode parecer uma brincadeira – um peixe com dentes em espiral se alimentando de um molusco com concha espiral –, mas como a Wikipedia diz, esta é uma hipótese séria para explicar os dentes bizarros.

Outro peixe pré-histórico, e extinto, que mantinha seus dentes enquanto continuava a adicionar outros era o Edestus. Um tanto assustador, mas nada comparável ao terror do Helicoprion.

Penso que ninguém, mesmo no vasto campo de nossa arte, tenha concebido a imagem horrível de uma mandíbula espiral para um predador aquático. Cthulhu provavelmente tem uma mandíbula assim, mas Lovecraft não a descreveu.

Talvez soubesse que nós enlouqueceríamos ao ver algo assim.

[via UMAfan]